O outro lado da história: o que não te contaram sobre o povo africano. O que está sendo ensinado sobre negritude nas escolas? educação

Por Suellen Candido e Caio Ribeiro, pela Agência Popular Jovens Comunicadores.

Nas escolas, quando pensamos no ensino de história, principalmente, quando se trata do povo preto, apenas é mencionado a escravidão. Em 2003, a Lei n°10639 passa a vigorar tornando obrigatório o ensino da história e da cultura afro-brasileira tanto nas aulas de histórias quanto de literaturas. No entanto, surge um questionamento: o que está sendo ensinado?

De acordo com Katiúscia Ribeiro, história é poder, sendo assim, quando não é ensinado um outro lado da história do povo preto que não aborde, basicamente, chicotes e açoites, acaba sendo reintegrado, pelas escolas, aquele lugar de desumanização, uma vez que figuras como Dandara dos Palmares, Luiz Gama, Carolina Maria de Jesus, entre outros, que não são mencionados. Negritude na educação

Quando, nas escolas, é abordado apenas sobre as pessoas escravizadas, também é uma forma de dar continuidade às estruturas do racismo, visto que, quando não é apresentado as contribuições do povo preto à história do mundo, validamos essa desumanização e afirmamos que apenas a branquitude é detentora do conhecimento, apenas ela que é produtora do saber.

Dessa forma, não basta apenas ter uma lei que obrigue o ensino da história e cultura do povo afro-brasileiro, pois é necessário que haja uma reformulação nos currículos para garantir que a cultura também seja apresentada aos estudantes, não apenas a versão do povo escravizado. Além disso, para que outras figuras além de Zumbi dos Palmares também sejam reconhecidas e, principalmente, figuras que estão vivas produzindo conhecimento como, por exemplo, Conceição Evaristo. Negritude na educação

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